Situado na região Oeste e integrado no distrito de Lisboa, Mafra é um concelho onde a história se cruza com a natureza, o património monumental convive com o mar e a tradição rural dialoga com um turismo cada vez mais diversificado. É um território de identidade forte, ideal para quem procura cultura, autenticidade e qualidade de vida.
Raízes Antigas: Um Território Habitado Desde Sempre
O concelho de Mafra apresenta sinais de ocupação humana desde a Pré-História, visíveis em vestígios arqueológicos espalhados pelo território. Durante a época romana, a região conheceu um desenvolvimento significativo, beneficiando da fertilidade dos solos e da proximidade ao litoral. A agricultura estruturou desde cedo a economia local, uma herança que ainda hoje marca a paisagem e os produtos da região.
Mafra Medieval: Tradição Rural e Comunidade
Com a consolidação do Reino de Portugal, Mafra integrou os domínios de D. Afonso Henriques, recebendo foral em 1189. Ao longo da Idade Média, o concelho manteve um carácter essencialmente rural, organizado em pequenas povoações ligadas à agricultura, à pastorícia e à vida religiosa.
Esta base agrícola moldou a identidade cultural do território, visível nas tradições, nas feiras, na gastronomia e no modo de vida das comunidades locais.
O Século XVIII: O Esplendor de Mafra
O grande marco histórico e turístico de Mafra surge no século XVIII, durante o reinado de D. João V. Cumprindo uma promessa régia, iniciou-se em 1717 a construção do imponente Palácio Nacional de Mafra, uma das maiores obras do barroco europeu.
Este extraordinário conjunto arquitetónico, que integra palácio real, convento franciscano, basílica e biblioteca, transformou Mafra num centro político, religioso e económico de grande importância. A biblioteca, com cerca de 36 mil volumes raros, é hoje um dos espaços mais admirados pelos visitantes, enquanto o carrilhão, um dos maiores do mundo, continua a impressionar pela sua grandiosidade sonora.
Economia e Transformações ao Longo do Tempo
Nos séculos XIX e XX, Mafra atravessou períodos de mudança, mantendo-se fiel à sua vocação agrícola, mas adaptando-se progressivamente à modernização. A produção agrícola, o vinho, os produtos locais e a exploração florestal continuaram a sustentar a economia.
Paralelamente, a antiga Tapada Real transformou-se na atual Tapada Nacional de Mafra, hoje um espaço privilegiado para turismo de natureza, educação ambiental e lazer, com percursos pedestres, observação de fauna e atividades ao ar livre.
Ericeira: Mar, Tradição e Surf
O litoral do concelho tem na Ericeira um dos seus maiores cartões de visita. Antiga vila piscatória, a Ericeira soube preservar o seu centro histórico, as tradições ligadas ao mar e a sua forte identidade cultural.
Atualmente, é reconhecida internacionalmente como Reserva Mundial de Surf, atraindo visitantes de todo o mundo. As praias, a gastronomia baseada no peixe fresco, o ambiente descontraído e a oferta cultural tornam a Ericeira um destino turístico de excelência durante todo o ano.
Mafra: Um Concelho para Descobrir
Hoje, Mafra afirma-se como um concelho dinâmico e equilibrado, onde património histórico, turismo cultural, natureza e mar coexistem em harmonia. A classificação do Palácio Nacional de Mafra como Património Mundial da UNESCO reforçou a projeção internacional do concelho e consolidou-o como destino cultural de referência.
Entre visitas monumentais, passeios pela Tapada, experiências gastronómicas, praias atlânticas e aldeias cheias de autenticidade, Mafra oferece uma experiência completa, ideal tanto para uma escapadinha como para uma estadia prolongada.










