Livraria Camões no Rio de Janeiro vai reabrir
Publicado em 27/01/2012
A Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM) e o Grupo Almedina divulgaram esta sexta-feira, em comunicado, que assinaram na quinta-feira um memorando de entendimento que vai possibilitar a reabertura, ainda neste semestre, da Livraria Camões, no Rio de Janeiro.
"A administração da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, S.A. (INCM) e a direcção executiva do Grupo Almedina assinaram ontem, dia 26.01.2012, um memorando de entendimento que possibilitará a reabertura, ainda no decurso do corrente semestre, da Livraria Camões, no Rio de Janeiro", informou o comunicado.
Segundo a nota, a Livraria Camões será reaberta "com um novo modelo de funcionamento".
"O encerramento da Livraria, nos moldes actuais, verificar-se-á, como anunciado, no próximo dia 31 de Janeiro, cessando, deste modo, a operação directa da INCM no mercado brasileiro", referiu o comunicado.
Segundo a nota, "nos termos do acordo celebrado, o espaço da Livraria vai ser remodelado e dotado de novas funcionalidades, cabendo, a sua exploração ao grupo Almedina e à INCM a disponibilização do espaço".
“A INCM e o Grupo Almedina assumem ainda a intenção de estudar parcerias de âmbito editorial com vista à edição, promoção e comercialização no Brasil de ambos os catálogos, criando-se desta forma condições para reforçar a presença da cultura e da língua portuguesa no Brasil", sublinhou ainda a nota.
O anunciado encerramento da Livraria Camões, em Janeiro, provocou uma onda de protestos entre académicos, professores, intelectuais, estudantes e outros frequentadores da loja no Brasil.
Para reforçar o protesto, professores e investigadores reuniram-se na sede da livraria, no dia 18 de Janeiro, e prestaram sua solidariedade ao representante da loja, o português José Estrela.
José Estrela está à frente da Livraria desde a sua abertura, há 40 anos.
No início de Janeiro, o secretário-geral do PS, António José Seguro, já havia demonstrado a sua "perplexidade" em relação ao encerramento da Livraria Camões no Rio de Janeiro.
O ex-candidato presidencial Manuel Alegre encabeçou, também no início deste mês, um abaixo-assinado subscrito por 59 escritores portugueses em protesto contra a projectada decisão do Governo de encerrar a Livraria Camões no Rio de Janeiro, considerando tratar-se de um acto "deplorável".
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