Governo promete combate à solidão dos idosos
Publicado em 27/01/2012
O Ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, garantiu esta sexta-feira que o Governo está a preparar novas respostas sociais para idosos, que passam por uma "nova geração de apoio domiciliário" e mais vagas nos lares.
O governante comentava em Bragança, à margem de uma visita à Obra Social Padre Miguel, as recentes notícias de idosos que morrem sós em suas casas e outros que vivem isolados no interior do país.
Os casos das duas irmãs idosas encontradas mortas em Lisboa "são trágicos e chocam a todos", referiu o ministro, garantindo que "o Governo já tinha identificado este problema e já começou a trabalhar no alargamento da resposta".
Pedro Mota Soares quer criar, em articulação com as instituições de solidariedade, "uma nova geração de apoio domiciliário", que passará pelo acompanhamento através da tele assistência, pela criação de centros de noite e de um conjunto de valências mais clássicas que tem a ver com a alimentação e higiene dos idosos e das suas habitações.
Humanizar o apoio aos idosos, criando condições para eles puderem manter o seu quotidiano nos locais de toda a vida, é o propósito destas medidas.
O Governo quer também reforçar a resposta para aqueles que preferem permanecer nas suas habitações com a já anunciada simplificação das regras para aumentar o número de vagas nos lares, à semelhança do que aconteceu nas creches.
O ministro não especificou se as novas vagas para os idosos não vão ter compartição do Estado, como aconteceu nas creches, ainda assim garantiu que no caso das crianças "os utentes pagam nas novas vagas exactamente o mesmo que pagam nas vagas comparticipadas, a tabela de preços é exactamente a mesma".
As novas respostas resultam de um trabalho articulado com as instituições de solidariedade, mas também com outras entidades e ministérios, como é o caso do da Administração Interna.
Relativamente ao trabalho conjunto entre os dois ministérios, anunciado há cerca de duas semanas, Pedro Mota Soares disse que estão "a trabalhar coordenadamente numa resposta que permita sinalizar os casos de risco, quer no litoral como interior do país, e, a partir dessa sinalização, encontrar um conjunto de respostas adicionais".
Apesar das dificuldades que o país atravessa e dos cortes orçamentais, o ministro realçou o reforço da verba da acção social, no Orçamento do Estado para 2012, em mais 254 milhões de euros, que corresponde a um crescimento de 16 por cento.
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